Volta à sala, pega suas coisas, o estojo cai... Desesperada, percebe que esqueceu seu caderno de rabiscos na biblioteca, mas, acalma-se junta todas as suas coisas e corre em direção à biblioteca.
Chegando então, procura primeiramente, onde estava sentada... Ele não estava ali... Então, tentando manter o controle pergunta à bibliotecária, que, instantaneamente lança-lhe um sorriso, erguendo-lhe a sua frente o objeto a que procurava, ela, não questionou mais nada, apenas agradeceu-a com um sorriso tímido e se foi... Ônibus vazio, fones de ouvido... começa a cantarolar baixinho... até que então, abre e começa a folhear as páginas de seu pequeno caderno... Tudo aparentemente normal, até que algo chama a sua atenção... Algo escrito em letras que não eram as dela de forma sutil e atraente... Sorriu ao ver que naquela página, alguém que não fora ela tinha deixado o seguinte recado:
"Olá, Helena.
Há tempos ando tentando descobrir seu nome, quase não acreditei, quando vi que você saiu, deixando pra trás esse caderno, acreditei que essa seria a minha oportunidade de aproximar-me de você, mas acreditei ser melhor não ceder ao meu impulso de correr atrás de você e entrega-lo, por isso escrevi aqui mesmo, que, meu coração anseia por tua presença, seu sorriso ilumina meu dia e você nem sabe o quanto é maravilhoso pra mim, observar-te, mesmo de longe.
Gostaria de poder falar-lhe olhando em teus olhos, mas, já percebi há tempos o quanto és tímida, então, entreguei tudo nas mãos de Deus, e escrevi.
Espero poder conversar contigo algum dia, sem tentativas de fuga, por favor.
Não leve a mal, só estou expondo-me a você, espero que não fique brava por estar "invadindo" seu espaço.
um abraço, Marcos.
Ps: quero ver-te sorrindo amanhã, realiza meu desejo? "
Ela não podia acreditar no que havia lido, e uma grande felicidade acabara de invadi-la, quase perde a parada do ônibus, sai correndo no meio da rua, desejando gritar o quanto sentia-se feliz.
sentimentos à flor da pele, cores, graça que se vê nas pequenas coisas na vida. Apresento-vos, os contos e pensamentos de uma ex-adolescente.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
simples conto, parte 12.
Chega à aula, um pouco de desânimo por ainda não ter tido coragem... Quer mudar, mas não consegue, até tenta, mas algo no fundo a faz pensar que não dará certo, então simplesmente desiste, toda vez que o vê, quer tentar, mas pensa no fracasso... E assim vai ficando, sala de aula, pessoas discutindo, ela não consegue prestar atenção... A aula não está tão boa, decide sair pra dar uma volta, decide que depois voltará a sala de aula, para buscar suas coisas e ir embora, pega um caderno pequeno, e saí, em direção à biblioteca.
A faculdade está tranquila, talvez pelo fato de estarem todos em aula e ela não encontra problemas pra chegar à biblioteca sem ser notada. Lá, pega seu pequeno caderno, começa alguns rabiscos, tentativas de poesias, alguma melancolia, prefere parar, pega um livro, e saí... Acaba esquecendo o seu caderninho na biblioteca, nesse momento, ele, o garoto por quem anseia seu coração entra na biblioteca e a observa sair... Percebe que ela esqueceu o caderno e acredita ser a oportunidade dele de aproximar-se, descobrir mais alguma coisa sobre ela... E ele sorri.
A faculdade está tranquila, talvez pelo fato de estarem todos em aula e ela não encontra problemas pra chegar à biblioteca sem ser notada. Lá, pega seu pequeno caderno, começa alguns rabiscos, tentativas de poesias, alguma melancolia, prefere parar, pega um livro, e saí... Acaba esquecendo o seu caderninho na biblioteca, nesse momento, ele, o garoto por quem anseia seu coração entra na biblioteca e a observa sair... Percebe que ela esqueceu o caderno e acredita ser a oportunidade dele de aproximar-se, descobrir mais alguma coisa sobre ela... E ele sorri.
terça-feira, 10 de julho de 2012
simples conto, parte 11.
como houvera dado uma reviravolta sua vida.
Até os olhos antes escurecidos pelo delineador, agora estavam, em tempo integral leves e claros. Deus do céu, que belos olhos possuía aquela garota, desde que havia decidido sorrir, os olhos haviam clareado esplendidamente tomando uma cor de mel puro, como são maravilhosos os seus olhos.
Olhos de alguém que estava encantada, olhos que encantavam a alguém.
A partir de então, a pequena havia passado por uma mudança, que com o tempo, tornara-se a sua nova personalidade, mesmo tendo uma leve mudança com o tempo, mesmo que mostrasse decidida, ainda era a garota frágil e tímida. Afinal, já se passaram quase dois meses e ela ainda não havia tomado coragem de dirigir a palavra àquele que a fazia sonhar durante as aulas, crendo que após elas o veria, novamente.
Ainda não tinha encontrado coragem para isso, mas ansiava que acontecesse em breve, muito breve.
pensamento meu ²
ainda tem gente que tenta explicar o amor,
não passam de tolos!
amor não se explica, apenas se sente...
e todo mundo ama ao menos uma vez na vida,
com o amor, até o humano mais frio se torna um bobo.
amor tem total poder de mudar alguém.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
sobre Caroline Gonçalves
Uma princesa, uma rosa uma flor.
Poesia singela, pequena bela, desenhada pelo dedo de Deus.
Assim é minha amiga, a qual titulou esse pensamento.
Carol, Caroline... Uma pequena flor de beleza sublime, mesmo longe,
faz-me sentir querida pelo simples fato de ser minha amiga.
Anjo, a distância jamais será capaz de separar o amor,
e quem disse que não se ama de longe?
ama-se inclusive até com mais intensidade do que quando se está perto, de longe, podemos saber o quanto um alguém é essencial em nossas vidas,
e é isso, exatamente assim, essencialmente, amiga.
terça-feira, 26 de junho de 2012
pensamento meu (:
Olhar,
Olho pra ti e vejo o amor,
Amor no olhar,
Porque eu amo te olhar e você vê,
O quanto meu olhar te fala,
Te fala de amor,
Amor de olhar.
Olho pra ti e vejo o amor,
Amor no olhar,
Porque eu amo te olhar e você vê,
O quanto meu olhar te fala,
Te fala de amor,
Amor de olhar.
simples conto, parte 10
O vento soprou... Ela, deixando-se levar, cabelos esvoaçantes, ondas de sentimentos, novamente a madrugada houvera sido longa, mas ela, havia se permitido sonhar, sonhar acordada, 2:35 A.M, fecha os olhos, aparentemente apenas duas horas se passaram, duas horas onde, na escuridão de um quarto, olhos brilhavam tanto que chegariam a iluminar alguém que chegasse, mas ninguém chegaria, ninguém além dela saberia o que sentia naquele coração, que a cada pulsar, esperava uma mudança, interior e exterior, mudança que ela, jamais conseguira sozinha.
mudança que começara a acontecer depois da volta às aulas. mudança que começara a partir daqueles olhos, aqueles profundos olhos mel, que mudara a existência pouco notada, da pequena garota. Então decidiu arriscar a sorrir, sorrir sempre que aqueles olhos pousassem nela.
mudança que começara a acontecer depois da volta às aulas. mudança que começara a partir daqueles olhos, aqueles profundos olhos mel, que mudara a existência pouco notada, da pequena garota. Então decidiu arriscar a sorrir, sorrir sempre que aqueles olhos pousassem nela.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
simples conto, parte 9.
Hora de partir, ela não sabia se desejava ter o visto naquele momento, mas foi uma visão agradável a ela, ele, com aqueles olhos, voltados à um livro, o qual ela não sabia do que se tratava, mas, era quase uma visão perfeita, acabou imaginando-o lendo poemas para ela.
até que depois de despedir-se da bibliotecária e dela, ele se foi, ela saiu logo atrás, deixando de lado o livro que havia reservado, até na frente da faculdade, o acompanhara com o olhar, até que o ônibus que pegaria pra ir para casa passou, e, se não o pegasse, chegaria estupidamente tarde e sem razão em casa, decidiu subir.
Ele voltou o olhar, buscando encontra-la ainda em frente a faculdade, mas ela já não estava ali.
Ele desejou desvenda-la. A partir de então, passaria a observa-la mais vezes.
E ela... Ela sentia que a reviravolta no seu mundo estava a um passo de acontecer. Devia deixar-se levar? Agora, essa era a sua única duvida.
até que depois de despedir-se da bibliotecária e dela, ele se foi, ela saiu logo atrás, deixando de lado o livro que havia reservado, até na frente da faculdade, o acompanhara com o olhar, até que o ônibus que pegaria pra ir para casa passou, e, se não o pegasse, chegaria estupidamente tarde e sem razão em casa, decidiu subir.
Ele voltou o olhar, buscando encontra-la ainda em frente a faculdade, mas ela já não estava ali.
Ele desejou desvenda-la. A partir de então, passaria a observa-la mais vezes.
E ela... Ela sentia que a reviravolta no seu mundo estava a um passo de acontecer. Devia deixar-se levar? Agora, essa era a sua única duvida.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
simples conto, parte 8.
Pensou. Se voltasse a sorrir? Poderia ser que fosse bom, mas, não tinha certeza. Ela poderia jurar que depois daquele sorriso, mesmo que forçado, um raio de luz havia entrado em sua vida.Hora de ir embora, mas ela ficaria mais um pouco dentro da sala, rabiscando. Queria que passasse um tempo, para não correr o risco de encontra-lo novamente, ainda não sabia como agir. Apenas, não queria mais tanta emoção naquela noite. Mas, nada acontece, por escolha nossa, Deus colocou Seu dedo, e, quando ela acreditou que não havia mais uma alma vivente, naquela faculdade, saiu. De nada adiantou, quando passou pela biblioteca, para buscar um livro que havia reservado, lá estava ele.
Aquele sorriso estonteante a consumiu de novo e ela desviou o olhar, ele aproximou-se.
- Oi, novamente, princesa.
- Oi. falou ela, seca. (Por fora, dentro explodiam borboletas no seu estômago)
Queria liberar aquelas borboletas, mas tinha medo. Então apenas o olhou e sorriu.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
simples conto, parte 7.
E enfim, a ficha caiu. Uma onda de medo a sondou. Não queria se apaixonar, não devia se apaixonar, afinal vivera sempre só até então, ela seus pensamentos, seu all star velho e rasgado... Seu anseio de que tudo mudasse.
Pensativo, ele a olhou e tentou continuar um diálogo, mas ela apressa-se, entra na sala, seguida por sua professora. A pequena estudante de jornalismo, fugiu, pela primeira vez. Fugiu, mas quis ficar.
Jamais havia sentido-se daquela forma, queria continuar olhando aqueles olhos, queria continuar sentindo aquele aroma suave e maravilhoso. Deus sabe, quanto desejava e quanto a ela era maravilhoso.
Mas estava insegura, tão insegura que não ouvira a professora tentando fazer contato com ela. Todos a olhavam, e ela, sem graça desculpou-se. Um milhão de pensamentos a sondara, mas ela não podia expressa-los a ninguém, até então, era somente ela e, senão a Deus, a quem ela poderia contar?
Mas sentia-se feliz, por, na primeira vez, em seus 19 anos, ter sentido-se viva.
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